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Categoria - Aquáticos

Durante este ano a canoagem brasileira quebrou tabus, conquistou títulos e mostrou para todo o país o potencial deste esporte

O ano de 2007 foi um dos mais marcantes na história da canoagem brasileira. Foi neste período que o canoísta Sebastian Cuattrin realizou o sonho da medalha de ouro em Jogos Pan-americanos, também foi ano de quebra de tabus com a conquista da primeira medalha da canoa brasileira em Jogos Pan-americanos, além de 2007 ter sido o ano em que o Brasil sediou o maior campeonato de Canoagem Slalom da história da América Latina. Isto tudo ainda sem contar com a conquista do Campeonato Mundial de Rafting pelos brasileiros além da organização de dezenas de campeonatos dentro do Brasil.

“Foi um ano de muitas vitórias, mas também de grandes dificuldades. Provamos para muita gente que a canoagem irá crescer ainda muito mais no Brasil. O programa de trabalho realizado com a canoagem velocidade e com a slalom deram os frutos que imaginávamos. Agora é hora de buscar mais parceiros e começar 2008 com entusiasmo e visando as Olimpíadas em Pequim”, argumentou João Tomasini Schwertner, presidente da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa).

Jogos Pan-americanos Rio 2007

Em julho deste ano, nos XV Jogos Pan-americanos Rio 2007, o Brasil entrou para a história da modalidade. A canoa, que nunca havia conquistado uma medalha em Pan, superou as expectativas e garantiu uma prata e dois bronzes nas provas de C2 1000m, C1 500m e C2 500m, respectivamente. “Fizemos história no Rio de Janeiro. Estes resultados foram muito importantes para desenvolvermos ainda maior da canoa, modalidade que tem um potencial muito grande no Brasil”, comemorou Pedro Sena, técnico seleção brasileira de canoa.

No caiaque, no Pan Rio 2007, o Brasil conquistou com os atletas Edson Silva, Guto Campos, Roberto Maheler e Sebastian Cuattrin, na prova do K4 1000m, na Lagoa Rodrigo de Freitas, o sonhado ouro brasileiro para Cuattrin. “A canoagem brasileira está de parabéns. A quebra de todos esses recordes é reflexo do desenvolvimento da canoagem no Brasil. Agora é aproveitar um pouco a festa desta conquista e treinar muito para chegar em Pequim”, disse Cuattrin que com os resultados ficou em quarto lugar com onze medalhas no quadro de brasileiros que mais conquistaram medalhas em pan-americanos.

Os estreantes, Roberto Maheler, Vilson Conceição, Wladimir Moreno e Nivalter Santos, começaram muito bem suas histórias em pan-americanos e também garantiram suas medalhas. Roberto sagrou-se campeão com a equipe do K4 1000m, Vilson e Wladimir ficaram com uma prata e um bronze nas provas do C2 1000m e 500m, e Nivalter Santos garantiu mais uma medalha para a canoa brasileira na prova do C1 500m, sua especialidade.

Para João Tomasini Schwertner as medalhas conquistadas pelo Brasil é fruto do trabalho da modalidade nos últimos anos. “Quero agradecer a todos que acreditam e apóiam a canoagem no país, desde parceiros, patrocinadores a dirigentes. Esses recorde quebrados no Rio de Janeiro demonstram que nosso potencial é muito grande neste esporte que pode dar ainda muito mais resultados para o Brasil”, declarou.

Campeonato Mundial de Canoagem Slalom Foz do Iguaçu 2007

Em setembro, em Foz do Iguaçu, o Brasil sediou o Campeonato Mundial de Canoagem Slalom, disputado pela primeira vez no país e que reuniu os 294 melhores atletas de 62 países do mundo que brigaram por 46 vagas para as Olimpíadas de Pequim. O resultado obtido pelos brasileiros no Mundial de Slalom mostrou que a aposta na construção do Canal Itaipu, a mais moderna da América Latina e hoje tida como referência no continente, foi acertada e será fundamental na evolução dos atletas brasileiros nesta modalidade. Com quatro atletas classificados às semifinais na competição, o Brasil teve seu melhor desempenho na história em Mundiais de Slalom.

O Campeonato Mundial de Canoagem Slalom foi marcado pelo domínio dos atletas europeus, que além de terem sido campeões mundiais nas quatro categorias disputadas (C1, C2, K1 e K1 feminino) também ficaram com 35 das 46 vagas para as Olimpíadas de Pequim 2008.

Os canoístas brasileiros não classificaram nenhum barco, mas seguem confiantes na conquista da vaga olímpica ano que vem no torneio continental nos EUA. “O nível técnico aqui estava altíssimo e realmente era muito difícil conseguirmos uma vaga. Agora é treinar ainda mais para buscar a vaga nos EUA”, disse Cássio Petry, brasileiro que compete na C1 e C2.

Esse ano, Cássio Petry e Felipe Santin repetiram o feito de 2005 e ainda melhoraram na classificação final. Além disso, o Brasil comemorou classificações inéditas às semifinais no C2, com Petry e Bruno Machado, e no K1 feminino com Milene Wolf. “A evolução está acontecendo porque agora contamos com uma das melhores pistas do mundo para treinar. À medida que colocarmos em prática nosso planejamento de massificação do esporte, a tendência é melhorar o nível de nossos atletas”, disse o presidente da Confederação Brasileira, João Tomasini.

Como o Brasil não assegurou vaga olímpica no Mundial, terá que buscar a classificação no Continental em abril, em Charlotte, nos Estados Unidos. “Temos chance de buscar a vaga nos Estados Unidos. No K1 disputaremos com um chileno erradicado nos Estados Unidos, pois americanos e canadenses já se classificaram aqui. No C1 estamos a 5 segundos do canadense. Dá para buscar a vaga. Já no feminino, podemos surpreender com a Milene Wolf”, assegurou Tomasini.

Brasil campeão mundial de Rafting

Nunca na história do rafting do continente americano uma equipe havia conquistado o título de campeã mundial da modalidade. Contudo, os brasileiros da equipe Alaya Bozo-D´Água, composta por nove canoístas de Brotas-SP, quebraram a escrita este ano na cidade de Inje, na Coréia do Sul, e levaram o título de melhor do mundo no Campeonato Mundial de Rafting. A República Tcheca, uma das favoritas ao título, foi vice-campeã e o Japão terminou em terceiro lugar.

Durante a premiação, o capitão da equipe, Lucas Core, declarou à imprensa internacional que: “Era nosso sonho ganhar o Campeonato Mundial. Treinamos muito duro durante todo ano para que isto acontecesse e valeu à pena!”, comemorou.

O Campeonato Mundial de Rafting 2007, competição que acontece a cada dois anos e homologada pela Federação Internacional de Canoagem, foi realizada de 27 de junho a 2 de julho, no Rio Naerinchon, na região montanhosa da província de Gangwon, a leste da capital Seoul.

Dentro de 2007 do calendário nacional da canoagem brasileira a CBCa realizou 33 eventos nos mais diversos lugares do país nas modalidades de slalom, velocidade, rafting, canoagem onda, caiaque pólo, adaptada, descida, maratona, oceânica e rodeio. “Vamos buscar ano que vem rechear ainda mais nosso calendário, além de mais uma participação olímpica para o Brasil”, finalizou Tomasini.

Iran Schleder
Confederação Brasileira de Canoagem



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